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Resumo em 10 segundos

A ideia é simples — mas gigante: o SUS quer ganhar mais força na hora de comprar tratamentos. 💊🧵

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O SUS deve começar a operar, ainda em 2026, um comitê para negociar preços de medicamentos e tecnologias em saúde. 💊🧵 A proposta pode parecer técnica, mas mexe direto com uma pergunta bem prática: como fazer o orçamento render mais tratamentos?

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A novidade foi detalhada por Fernanda de Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, em entrevista ao JOTA. O grupo deve organizar melhor a estratégia do governo nas negociações com fornecedores.

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Na prática, quando o SUS compra em grande escala, tem potencial para conseguir condições melhores. E preço não é só planilha: cada economia pode abrir espaço para atender mais gente, financiar exames ou incorporar tratamentos necessários.

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O foco não é simplesmente comprar o mais barato. Negociar bem envolve olhar eficácia, segurança, impacto no orçamento e necessidade dos pacientes. Um remédio barato que não resolve o problema, no fim, sai caro para todo mundo.

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Isso ganha ainda mais peso em áreas com tecnologias novas e muito caras, como terapias avançadas, medicamentos oncológicos e doenças raras. Sem uma negociação estruturada, o acesso pode ficar limitado pelo preço — e pela desigualdade.

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Também é uma forma de o poder público reduzir a dependência de negociações isoladas e ter mais informação diante de empresas que concentram patentes e produção. Transparência e critérios claros ajudam a equilibrar essa conversa.

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Se funcionar como esperado, o comitê pode fortalecer uma ideia básica do SUS: cuidado em saúde não deveria depender do CEP nem do tamanho da carteira. Em 2026, a disputa pelo preço pode virar mais acesso na ponta.

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