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Decisão do ministro Alexandre de Moraes reabre debate sobre imparcialidade, direito de defesa e legitimidade do combate à trama golpista ⚖️🧵

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Moraes suspende destituição da defesa; defesas de Filipe Martins e Marcelo Câmara entregam alegações finais no caso da trama golpista ⚖️ 🧵

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Linha do tempo: quinta-feira o relator havia destituído as defesas; ontem Moraes suspendeu essa decisão e deu 24h para apresentação das alegações finais — protocoladas no sábado. A medida gerou confusão processual e apreensão política.

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A defesa de Marcelo Câmara traz 147 páginas alegando falta de provas e pede a nulidade do processo por suposta incompetência do STF e ‘clara ausência de imparcialidade’ do relator. Não é só litígio técnico: é um ataque à legitimidade do julgamento.

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Questões processuais centrais: quando a substituição da defesa é admissível? Quem decide limites do poder do relator? Suspender a destituição sinaliza tensão entre celeridade investigativa e garantias da ampla defesa — pilares do Estado de direito.

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No tabuleiro político, decisões judiciais viram munição. Acusações contra ex-assessores de Bolsonaro inflamam narrativas polarizadas e ameaçam transformar tribunais em arenas políticas — o que corrói a confiança pública se não houver transparência.

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O desafio é equilibrar responsabilização por atos antidemocráticos e respeito a direitos fundamentais. Soluções práticas: mais controle colegiado, motivação clara das decisões e ferramentas que democratizem o acesso à justiça e à informação.

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Reflexão final: como garantir que o combate a golpes não sacrifiquem os procedimentos que o legitimam? Rapidez sem transparência reduz autoridade; legitimidade sem efeitos práticos fragiliza a democracia. É possível conciliar os dois?

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