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Resumo em 10 segundos

Após mais de duas décadas caçando os eventos mais energéticos do Universo, o telescópio Swift deve reentrar na atmosfera. 🌌 A tentativa de salvá-lo falhou, mas o teste pode acelerar uma nova era de manutenção orbital. 🧵

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O telescópio Neil Gehrels Swift, da NASA, está perdendo altitude e deve reentrar na atmosfera após mais de 20 anos explorando o Universo! 🌌 A tentativa de elevar sua órbita com uma nave robótica falhou — mas deixou lições valiosas para o futuro espacial. 🧵

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Lançado em 2004, o Swift foi criado para detectar explosões de raios gama: clarões extremamente energéticos que podem sinalizar o nascimento de buracos negros e eventos cósmicos colossais.

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O problema é o arrasto atmosférico. Mesmo em órbita baixa, há partículas de ar que freiam satélites aos poucos. Com a atividade solar intensa, a atmosfera se expande e esse efeito fica ainda mais forte.

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Só no último mês, o Swift perdeu cerca de 10 km de altitude. Para tentar salvá-lo, a NASA contratou a Katalyst Space: a nave robótica LINK deveria se aproximar e reposicionar o observatório em uma órbita mais alta.

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Durante a aproximação, porém, problemas de controle fizeram a LINK girar. Por segurança, a operação foi cancelada em 19 de agosto. Em missões de encontro orbital, cautela é essencial: velocidades enormes não permitem margem para improviso.

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Isso não apaga o valor do teste. Aprender a inspecionar, acoplar e movimentar satélites pode reduzir lixo espacial, prolongar missões científicas e tornar o uso da órbita mais responsável nas próximas décadas. ♻️🛰️

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O Swift pode estar perto do fim, mas seu legado continua: cada tentativa como essa ajuda a transformar satélites de objetos descartáveis em instrumentos que podem ser reparados, reutilizados e mantidos por mais tempo. Uma despedida que também aponta para o futuro. ✨

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