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A Honda vê um cenário “catastrófico” se EUA e Canadá não fecharem acordo. Quem absorve a conta: montadoras ou consumidores? 🚗💸

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A Honda alerta: tarifas de até 50% dos EUA sobre carros e autopeças canadenses podem ser “catastróficas” para a indústria norte-americana. 🚗💥 Mas uma barreira desse tamanho protege empregos — ou torna o carro inacessível? 🧵

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A ameaça é dobrar a tarifa de 25% para 50% a partir de 1º de janeiro de 2027, se EUA e Canadá não fecharem um acordo. Parece disputa entre governos, mas a cadeia automotiva cruza fronteiras a cada etapa. Quem consegue produzir sozinho hoje?

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Um veículo montado nos EUA pode levar peças canadenses e mexicanas, além de cruzar a fronteira mais de uma vez durante a fabricação. Taxar cada passagem não vira, na prática, um imposto acumulado sobre o carro final?

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Jennifer Thomas, da American Honda, defende preservar um pacto trilateral com Canadá e México, nos moldes do USMCA. Por que apostar em acordos bilaterais quando a produção norte-americana foi desenhada como uma rede de três países?

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O risco não para no preço da concessionária. Autopeças mais caras pressionam fábricas, fornecedores e oficinas. Se os custos sobem, o que vem antes: menos margem das montadoras, menos contratações ou repasse ao consumidor?

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O USMCA substituiu o NAFTA em 2020 e deveria ter uma lógica de continuidade. Agora, Washington fala em revisão anual, não renovação automática. Como fornecedores vão investir em novas linhas e empregos com regras comerciais mudando todo ano?

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Há também o alumínio: negociar tarifas sobre materiais pode aliviar custos de carrocerias e componentes. Mas soluções pontuais bastam quando a incerteza alcança toda a cadeia, do metal à montagem final?

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A pergunta que fica: uma tarifa de 50% realmente fortalece a indústria local se ela depende dos vizinhos para competir globalmente? Em carros, fronteiras políticas são nítidas; a linha de produção, quase nunca.

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