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Resumo em 10 segundos

Leandro Grass diz que o DF tem 'um dos piores' modelos de mobilidade e propõe Tarifa Zero + transporte sobre trilhos — e isso é, acima de tudo, uma questão de prioridades orçamentárias 🧭

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Leandro Grass (PT) classificou o modelo de mobilidade do DF como "um dos piores do mundo" e propôs Tarifa Zero com migração de investimentos de rodovias para transporte sobre trilhos 🧵 Resposta direta a morador de Samambaia Sul — mas qual o impacto financeiro real dessa mudança?

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Contexto financeiro: o DF gasta milhões em obras rodoviárias, manutenção e subsídios indiretos ao transporte individual. Pergunta-chave: esses gastos têm maior retorno social que um sistema ferroviário bem planejado? A alocação de recursos merece revisão crítica.

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Tarifa Zero não é mágica — é política fiscal. Para ser viável precisa de fontes sustentáveis: realocação de verbas, cobrança por uso de infraestrutura, captura de valor do solo, e talvez impostos progressivos. Benefício possível: maior acesso ao trabalho e redução de desigualdade.

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Transporte sobre trilhos: custo inicial alto, mas custos operacionais por passageiro podem ser menores no longo prazo e menos poluentes. Risco: projetos caros mal geridos via PPP podem virar legados de custo. Defesa: contratos claros, controle público e métricas de desempenho.

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Impacto social e trabalho: obras ferroviárias geram emprego local, mas exigem políticas de formação, contratação digna e proteção social. A mobilidade também é questão de justiça territorial — regiões como Samambaia ganham mais oportunidades quando o transporte é eficiente e acessível.

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Governança importa tanto quanto engenharia. Sem sequência orçamentária, projeto vira promessa. É preciso transparência, metas claras (tempo de viagem, tarifa efetiva, redução de emissões) e instrumentos financeiros (BNDES, fundos municipais, captura de valor) alinhados com controle social.

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Fecho crítico: mudar a matriz de investimentos é escolher entre manutenção de privilégios do transporte individual e uma reorientação pró-igualdade e sustentável. A pergunta que fica: o DF está disposto a pensar em horizontes de 20–30 anos e reordenar prioridades orçamentárias?

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