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🚌 Leandro Grass propõe zerar a passagem em até 4 anos com revisão dos contratos de ônibus. A ideia é potente — mas exige números, fiscalização e execução.

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🚌 Tarifa zero no transporte público do DF em até 4 anos: essa foi a promessa de Leandro Grass em entrevista à Globo. A proposta pode mudar o acesso à cidade — mas a pergunta decisiva é: de onde virá o financiamento sustentável? 🧵

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Grass disse que pretende revisar os contratos de ônibus para chegar à gratuidade. É um ponto central: não basta tirar a cobrança da catraca se os contratos continuarem pouco transparentes, caros e com metas fracas de qualidade.

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Tarifa zero não significa transporte “de graça”. O custo sai do bolso de quem paga passagem e vai para o orçamento público, com potencial de distribuição mais justa. Mas isso exige fontes estáveis de receita, planejamento e controle social.

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O prazo de quatro anos também merece lupa. Para funcionar, a medida precisaria combinar auditoria dos subsídios, integração tarifária e expansão da oferta. Sem mais ônibus e frequência confiável, a gratuidade pode apenas superlotar um sistema já pressionado.

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Há outro teste: mobilidade não se resolve só com tarifa. Trabalhadores das periferias precisam de deslocamentos mais curtos, seguros e previsíveis. Corredores exclusivos, integração com metrô e acessibilidade devem entrar na mesma conta.

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Ao reconhecer falhas de governos anteriores, Grass tenta associar a promessa a uma revisão de gestão. A credibilidade, porém, dependeria de publicar cálculos: custo anual, fonte de recursos, metas de frota e penalidades às empresas que não cumprirem o serviço.

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Tarifa zero é uma proposta com impacto direto na vida de quem depende do ônibus todos os dias. A discussão madura não é se a ideia é “utopia” ou “milagre”: é se haverá um plano público, financiável e fiscalizável para fazê-la acontecer.

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