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Resumo em 10 segundos

🍽️ Mesmo após o teto regulatório, restaurantes relatam taxas maiores no vale-refeição e vale-alimentação. O impacto é direto nas pequenas operações. 🧵

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🍽️ O teto oficial para taxas de VR e VA é de 3,6%, mas a cobrança média relatada por restaurantes chegou a 6,18% entre junho e julho, aponta pesquisa Ipsos-Ipec encomendada pela ANR. O tema mexe com margens, preços e sobrevivência dos negócios. 🧵

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A comparação chama atenção: em abril de 2025, a taxa média era 5,19%. Agora, foi para 6,18% — mesmo com a regra em vigor desde fevereiro, criada para coibir abusos no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

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O peso é ainda maior para quem fatura menos. Nos restaurantes com receita mensal de até R$ 30 mil — 63% da amostra — a taxa média de VR saltou de 4,79% para 6,44%. Para o pequeno negócio, cada ponto percentual faz diferença no caixa.

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Entre os 360 estabelecimentos ouvidos em seis cidades, 58% disseram não ter visto mudança nas taxas. Outros 27% perceberam aumento. A pesquisa tem margem de erro de 5 pontos percentuais e 95% de confiança.

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Na prática, VR e VA continuam entre os meios mais caros para receber: Pix teve taxa média de 1,06%; débito, 1,77%; crédito, 3,62%. Já os benefícios ficaram bem acima disso, segundo os comerciantes pesquisados.

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Parte das operadoras tradicionais contestou a nova regra na Justiça, sem sucesso. Segundo a ANR, empresas vêm recorrendo a produtos e práticas que podem contornar o teto. Fiscalização clara e concorrência real são decisivas para a regra funcionar.

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Quando taxas excessivas apertam restaurantes, o efeito pode chegar ao cardápio, ao investimento e ao emprego. Fazer o sistema de benefícios operar com transparência é uma oportunidade de fortalecer pequenos negócios e preservar o poder de compra de quem trabalha.

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