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Resumo em 10 segundos

Picapes modernas, investimento de US$ 380 milhões e um banho de água fria nas vendas. O que aconteceu com Titano e Dakota? 🛻

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Fiat Titano e Ram Dakota pisaram no freio na Argentina 🛻🧵 A Stellantis cortou um dos dois turnos da fábrica de Córdoba após vendas abaixo do esperado, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

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O plano inicial era produzir 27 mil picapes em Córdoba em 2026. Com a redução do ritmo, a projeção caiu para 16,5 mil unidades. É um corte de quase 40% — e mostra como esse segmento segue disputadíssimo.

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Na Ram Dakota, a expectativa até o fim do ano caiu de 8 mil para 3 mil unidades. Para a Fiat Titano, a previsão passou de 1,5 mil para mais 1 mil. Não é pouca coisa para uma operação recém-estruturada.

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O Brasil, principal destino das duas, ajuda a explicar o cenário: a Titano registrou 3,4 mil emplacamentos e a Dakota, 3,2 mil. No mesmo recorte, Toyota Hilux chegou a 30 mil e Ford Ranger a 23,4 mil.

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Ou seja: não basta ter visual novo, marca forte e ficha técnica competitiva. Em picape média, confiança, rede de pós-venda, preço e valor de revenda pesam demais na decisão de quem compra.

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Para os trabalhadores, o ajuste já virou realidade: parte entrou em layoff e outra será transferida para a fábrica de motores. Numa mudança de produção, preservar empregos e garantir transições justas faz toda diferença.

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Apesar do freio, Córdoba segue estratégica. A Stellantis investe US$ 380 milhões no polo de picapes e, em 2027, deve produzir ali o motor 2.2 Multijet de 200 cv e 45,9 kgfm, hoje importado da Itália.

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A lição é bem clara: fabricar perto do mercado ajuda, mas não resolve tudo. Titano e Dakota ainda têm estrada pela frente — só que precisarão convencer clientes num terreno onde Hilux e Ranger já são referência há anos.

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