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Resumo em 10 segundos

A grande virada da tokenização brasileira pode não ter sido tecnológica: regras mais inteligentes tornaram operações menores viáveis. 🚀

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A tokenização ganhou tração no Brasil não apenas por causa da blockchain — mas porque a regulação abriu espaço para operações menores acontecerem. 🚀🧵

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Rodrigo Amato, CEO da Laqus, resume a virada: “a tecnologia não viabiliza operações novas; o que viabilizou foi a regulação”. A blockchain melhora a infraestrutura, mas regras adequadas tornaram o negócio possível.

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O ponto central é a Resolução CVM 88. Ela simplificou captações via plataformas eletrônicas, dispensando etapas e agentes que podem tornar uma emissão pequena cara demais.

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Na prática, ofertas de R$ 2 milhões, R$ 3 milhões ou R$ 5 milhões passaram a fazer mais sentido econômico. Isso pode ampliar o acesso de empresas menores ao mercado de capitais — um avanço enorme.

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A escala já aparece nos números: entre janeiro e março de 2026, plataformas de crowdfunding movimentaram R$ 1,1 bilhão. É alta de 83,3% ante os R$ 600 milhões do mesmo período anterior. 📈

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As emissões também cresceram: foram de 147 para 245, avanço de 66,7%. A CVM 88 permite hoje captações de até R$ 15 milhões para sociedades empresárias de pequeno porte por plataformas autorizadas.

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A própria CVM quer evoluir o modelo em 2026, com uma nova norma incluindo tokenização e expansão do mercado. Regulação clara, proteção ao investidor e inovação podem andar juntas.

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A lição é poderosa: blockchain não precisa carregar tudo sozinha. Quando tecnologia eficiente encontra regras proporcionais, mais negócios podem captar, mais pessoas podem participar e o mercado fica mais acessível. ✨

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