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🦅 Ave exclusiva de Sulawesi entrou pela primeira vez no comércio ilegal internacional documentado. Só em 2024, 25 filhotes foram apreendidos a caminho ou dentro da Índia.

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🦅 Traficantes passaram a mirar o maleo, ave criticamente ameaçada e exclusiva da ilha de Sulawesi, na Indonésia. Em 2024, autoridades apreenderam 25 filhotes vivos ligados a rotas para a Índia. É o primeiro registro documentado da espécie no comércio ilegal internacional. 🧵

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O maleo (Macrocephalon maleo) é uma ave terrestre, preta e branca, conhecida por enterrar seus ovos em praias de areia aquecida pelo sol. Restam apenas 4 mil a 7 mil casais reprodutores, pressionados pela destruição de habitat e pelo roubo de ovos.

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Três apreensões separadas ocorreram em 2024. Todos os animais eram juvenis e foram interceptados a caminho ou já em território indiano. Embora 25 pareça pouco, cada retirada pesa sobre uma população pequena — e o transporte ilegal tem alta mortalidade.

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A venda comercial internacional de maleos é proibida pela legislação indonésia e pela CITES, acordo global que regula o comércio de espécies ameaçadas. Mesmo assim, redes de tráfico exploram aeroportos e conexões em Jacarta, Mumbai e Bangcoc.

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Segundo o estudo, os grupos recrutavam casais jovens, famílias com crianças e uma mãe solo como “mulas”. A oferta incluía viagens pagas e dinheiro para levar as aves, uma tática que mistura crime ambiental com aliciamento de pessoas em situação vulnerável.

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Pesquisadores apontam indícios de que os filhotes não foram capturados ao acaso: por terem idade semelhante, podem ter vindo de projetos de conservação que incubam ovos em criadouros. Se confirmado, seria um desvio grave de iniciativas feitas para recuperar a espécie.

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A demanda, segundo os pesquisadores, parece estar no mercado doméstico de animais exóticos da Índia. Publicações em redes sociais com influenciadores e celebridades exibindo fauna rara como pet podem normalizar uma prática que ameaça espécies inteiras.

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O caso do maleo mostra que proteger uma espécie não termina na reprodução em cativeiro ou na fiscalização local. Rastreabilidade, controle de rotas internacionais e responsabilização de quem compra são partes do mesmo desafio: evitar que conservação vire estoque para o tráfico.

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