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Resumo em 10 segundos

O ex-CEO da Uber levantou US$ 1,7 bi para a Atoms e está de volta à corrida dos carros sem motorista. 🤖🚗

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Travis Kalanick está de volta aos robotáxis — e a reviravolta é daquelas. 🤖🚗 A Atoms, nova empresa do fundador da Uber, já conversa com a própria Uber para usar sua tecnologia de carros sem motorista. 🧵

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A Atoms levantou US$ 1,7 bilhão em julho, numa rodada liderada pela Andreessen Horowitz. A Uber entrou com US$ 100 milhões. Sim: a empresa pode acabar comprando tecnologia do ex-CEO que saiu do comando em 2017.

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Kalanick chamou essa nova fase de “unfinished business”, ou “negócio inacabado”. Faz sentido: a Uber investiu pesado em direção autônoma no passado, mas abandonou o desenvolvimento interno em 2020 para focar em parcerias.

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A Atoms não quer ser só uma empresa de robotáxi. Ela se apresenta como companhia de “IA industrial”, com automação para mineração, transporte e alimentos. Na mineração, já opera caminhões autônomos em minas e pedreiras.

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E tem gente conhecida nessa história: a Atoms incorporou a Pronto, de Anthony Levandowski, ex-líder de projetos autônomos no Google e na Uber. Gautam Gupta, ex-CFO da Uber na era Kalanick, também virou CFO da Atoms.

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Só que o cenário mudou bastante. Waymo, da Alphabet, e Zoox, da Amazon, já têm serviços comerciais ou em expansão nos EUA. Tesla também corre atrás. Agora, não basta prometer autonomia: é preciso provar segurança e escala.

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Robotáxis podem ampliar mobilidade e reduzir custos, mas a tecnologia precisa ser testada com transparência, regras claras e impacto real na cidade — inclusive para trabalhadores do transporte que serão afetados por essa transição.

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A ironia é ótima: nove anos depois, Kalanick pode ajudar a Uber a chegar justamente onde ela não conseguiu ir sozinha. A corrida dos robotáxis virou uma disputa de IA, infraestrutura, segurança… e muito capital.

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