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Resumo em 10 segundos

Um pesquisador brasileiro juntou magnetismo e IA para resfriar ambientes sem os gases refrigerantes tradicionais. 🧲🤖

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Um pesquisador da UFSC criou um refrigerador magnético com IA que pode mudar o jeito como o ar-condicionado funciona. 🧲🤖 A ideia é resfriar ambientes sem depender dos gases refrigerantes que agravam o efeito estufa. 🧵

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O nome por trás do projeto é Guilherme Fidelis Peixer, pós-doutorando do POLO/UFSC. O trabalho, feito no doutorado, acabou de render prêmio da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas.

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Tá, mas como um ímã gela um ambiente? A refrigeração magnética explora mudanças de temperatura em materiais submetidos a campos magnéticos. Em vez do ciclo tradicional de compressão e gases, entra física bem diferente — e promissora.

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A parte mais tech: Guilherme desenvolveu modelos de inteligência artificial para prever o desempenho dos componentes e conectou tudo a algoritmos de otimização. Na prática, isso corta tempo, testes e custo no desenvolvimento do equipamento.

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E não ficou só na simulação: ele coordenou três gerações de protótipos. O sistema está entre os primeiros refrigeradores magnéticos do mundo capazes de resfriar um cômodo em condições reais de operação.

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O potencial é enorme porque climatização consome muita energia e ainda usa fluidos com alto impacto climático. Se essa tecnologia ganhar escala, pode ajudar a tornar o conforto térmico mais eficiente — sem trocar um problema por outro.

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Os métodos de IA criados na pesquisa também foram levados para liquefação de hidrogênio, captura de carbono e monitoramento de poços de petróleo. É aquele tipo de pesquisa que nasce num laboratório e abre caminho em várias frentes.

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A trajetória ainda passou por Stanford e pela Universidade de Ljubljana, com apoio do CNPq e Erasmus+. Boa lembrança de que ciência brasileira, quando tem estrutura e investimento contínuo, consegue disputar soluções globais de verdade.

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