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Um homem de 49 anos cuidava de um paciente, limpava roupas de cama e utensílios. Dias depois, vieram a febre e o diagnóstico. 🦠

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Um homem de 49 anos acompanhava um paciente e limpava roupas de cama e utensílios. No sábado, sentiu febre, dor de cabeça e dores musculares. Neste domingo, o Quênia confirmou: é o 8º caso de ebola no país. 🦠🧵

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Ele não trabalha na saúde. Segundo as autoridades quenianas, a provável exposição ocorreu ao cuidar do primeiro paciente registrado no país — um viajante vindo da República Democrática do Congo que morreu em Nairóbi, em 5 de outubro.

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A história mostra por que o ebola exige atenção além dos hospitais: familiares, acompanhantes e pessoas que cuidam do dia a dia também podem ficar expostos. Após apresentar sintomas, o homem foi isolado para reduzir o risco de novas transmissões.

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Do outro lado da fronteira, o surto na República Democrática do Congo avançou para uma 8ª província. Dois casos foram confirmados em Nord-Ubangi, no norte do país; um dos pacientes, ambos jovens na faixa dos 20 anos, morreu.

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Desde meados de maio, o surto congolês já soma 9.400 casos e 4.500 mortes, segundo os dados informados. A OMS alertou para a expansão geográfica da doença, enquanto autoridades reforçam medidas de controle de deslocamentos em áreas afetadas.

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O desafio é ainda maior porque o vírus identificado, o Bundibugyo, não tem vacina nem tratamento específico. Por isso, diagnóstico rápido, rastreamento de contatos, isolamento seguro e proteção de quem cuida dos pacientes são a linha de defesa mais imediata.

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Por trás dos números, há uma lição de saúde pública: surtos não respeitam fronteiras, e a resposta também não pode respeitar. Vigilância, equipes bem protegidas e acesso ágil a cuidados salvam tempo — e, em epidemias, tempo salva vidas.

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