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🔭 Sandro Vitenti, da UEL, assume papel de destaque no consórcio do Observatório Vera C. Rubin — e seus softwares ajudarão a investigar matéria escura e energia escura. 🧵

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Um professor da UEL acaba de assumir um cargo de destaque no consórcio que analisará alguns dos dados mais ambiciosos já produzidos sobre o céu. 🔭 Sandro Vitenti tornou-se “builder” do DESC, ligado ao Observatório Vera C. Rubin, no Chile. 🧵

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Mas o que isso significa? O DESC é a colaboração científica dedicada a estudar energia escura — o fenômeno ainda misterioso associado à expansão acelerada do Universo — usando dados do levantamento LSST.

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Vitenti recebeu o status de builder por criar e manter softwares fundamentais para a análise. Em ciência de dados, não basta ter um telescópio poderoso: é preciso transformar imagens e medições em resultados confiáveis.

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Duas dessas ferramentas são CLMM e Firecrown. Elas ajudam a medir o lenteamento gravitacional fraco: pequenas distorções na luz de galáxias distantes causadas pela gravidade da matéria no caminho até nós.

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Pense numa lente levemente irregular deformando uma imagem. No cosmos, essa “lente” é a matéria espalhada pelo Universo — inclusive a matéria escura, que não emite luz, mas revela sua presença pela gravidade.

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O Observatório Vera C. Rubin fica no Cerro Pachón, no Chile, e abriga a maior câmera digital já construída para a astronomia. Seu levantamento repetirá observações do céu do Hemisfério Sul, formando um registro detalhado e dinâmico.

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O impacto também é brasileiro: Vitenti desenvolve o NumCosmo desde 2008 e orienta quatro pós-graduandos da UEL no DESC. Projetos internacionais assim mostram como software aberto, formação científica e cooperação ampliam a capacidade de investigar as grandes perguntas do cosmos.

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