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Resumo em 10 segundos

O que deveria ser um procedimento odontológico de rotina mudou a vida de uma idosa no interior de SP. 🦷🧵

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Uma extração dentária em um posto de saúde terminou em fratura na mandíbula, cirurgia e sequelas para uma idosa em SP. Agora, a Justiça condenou o Município de Aparecida D’Oeste a indenizá-la em R$ 22 mil. 🦷🧵

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Ela procurou a rede pública para remover um molar — um atendimento que deveria seguir planejamento técnico e protocolos básicos. Segundo a decisão, porém, a extração ocorreu sem exames radiográficos prévios e com força inadequada.

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O resultado foi imediato e grave: a mandíbula fraturou durante o procedimento. Duas semanas depois, a paciente precisou ser encaminhada a um hospital regional em São José do Rio Preto para reparar o dano.

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Na cirurgia, foram necessárias duas placas e sete parafusos para fixar a estrutura óssea da face. Depois disso, vieram o desvio na mordida, limitações na fala, deformidade estética e impacto no convívio social.

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A perícia judicial apontou que as sequelas poderiam ter sido evitadas com um plano de tratamento amplo, sequencial e baseado na literatura científica. Em saúde bucal, planejamento não é burocracia: é parte da segurança do paciente.

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O juiz Rafael Salomão Oliveira reconheceu defeito na prestação do serviço. Como o atendimento foi feito na rede pública, a ação foi direcionada ao município — cuja responsabilidade pelos danos é objetiva, conforme a Constituição.

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O caso vai além da indenização: atendimento público de qualidade exige estrutura, exames, protocolos e equipes com condições de trabalho. Acesso ao SUS também significa cuidado seguro, digno e baseado em boa prática.

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Uma consulta odontológica não deveria deixar uma pessoa com placas, parafusos e sequelas evitáveis. Segurança do paciente começa antes do procedimento — na avaliação correta, no planejamento e no respeito a cada história.

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