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Resumo em 10 segundos

🌿 Em meio à cidade, 8,5 hectares de mata em regeneração guardam mais de 70 anos de história, biodiversidade e ciência feita com as comunidades.

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No coração de Belém, uma floresta que se regenera há mais de 70 anos vai abrir suas trilhas para contar o que a cidade quase esquece: a natureza urbana também produz ciência, vida e bem-estar. 🌿🧵

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Na manhã de 29 de outubro, a Embrapa Amazônia Oriental promove uma caminhada guiada na Capoeira do Black: 8,5 hectares de floresta secundária em recuperação, dentro de sua sede no bairro do Marco.

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O nome “capoeira”, aqui, não fala de luta — embora seja também resistência. É como se chamam áreas de vegetação que voltam a crescer após alterações humanas. E elas podem se tornar verdadeiros refúgios de biodiversidade.

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Durante cerca de uma hora, lideranças comunitárias da Terra Firme caminharão entre árvores, fauna e histórias do território. A proposta é aproximar quem vive os desafios ambientais da pesquisa feita na Amazônia.

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A pesquisadora Lis Stegmann, do Museu Paraense Emílio Goeldi, destaca o que essa mata faz silenciosamente: ameniza o calor, ajuda a regular o clima local, abriga espécies nativas e melhora a qualidade de vida ao redor.

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A trilha integra a ação Ciência Delas na Amazônia, parceria entre Embrapa, Museu Goeldi e Centro Capoeira, durante a SNCT 2026. O tema da edição coloca mulheres e meninas no centro da produção e da difusão científica.

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Uma floresta secundária não é “vazio” nem sobra de paisagem. É um ecossistema em movimento — e, em Belém, também uma prova de que conservar, recuperar e conhecer a natureza pode começar a poucos passos de casa.

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