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Resumo em 10 segundos

🔬 Sem financiamento, segurança digital e equipes completas, não há ciência pública sustentável. O que a Andifes discutiu em Brasília vai além da gestão. 🧵

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Ciência, orçamento e autonomia entraram na mesma mesa em Brasília. 🔬🧵 Na reunião da Andifes, reitoras e reitores discutiram o que determina a capacidade real das federais de pesquisar, ensinar e inovar: recursos previsíveis, pessoas e infraestrutura.

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O ponto central é menos burocrático do que parece: uma universidade não sustenta laboratórios, bolsas, biotérios, redes digitais e projetos de longo prazo com orçamento instável. Ciência exige continuidade — e continuidade exige planejamento público.

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A recomposição de servidores e a realização de concursos também apareceram como demandas. Não basta inaugurar equipamentos ou anunciar editais se faltam técnicas(os), docentes e equipes administrativas para manter a estrutura funcionando.

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A pauta de segurança da informação, debatida com a RNP no Fórum RNP 2026, ganhou peso estratégico. Universidades concentram dados de pesquisa e conhecimento sensível. Proteger essas redes não é luxo tecnológico: é parte da soberania científica.

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Sustentabilidade foi outro eixo: cooperação para otimizar processos e recursos pode reduzir desperdícios. Mas eficiência não pode virar eufemismo para cortes; economia operacional só é sustentável quando preserva qualidade, inclusão e capacidade de pesquisa.

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Também houve debate sobre integridade, desinformação e avaliação institucional. O desafio é duplo: fortalecer transparência e governança sem criar controles que enfraqueçam a autonomia necessária para investigar, contestar e produzir conhecimento independente.

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No fim, a discussão revela uma escolha de país: tratar universidades federais como custo variável ou como infraestrutura científica permanente. Em áreas estratégicas, depender apenas de tecnologia e conhecimento externos cobra um preço alto no futuro.

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