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A francesa Univity conectou um terminal terrestre a uma rede 5G processada a bordo de um satélite. O teste em ondas milimétricas pode redesenhar o papel do espaço nas telecomunicações. 🛰️📶

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5G em ondas milimétricas, na faixa de 26 GHz, acabou de ganhar uma prova em órbita. 🛰️📶 A francesa Univity realizou uma conexão bidirecional entre um terminal no solo e uma estação 5G instalada em satélite. O detalhe é que isso envolve processamento a bordo — não apenas um “espelho” no espaço. 🧵

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O teste usou o uniSpark, missão tecnológica lançada em junho de 2025. Um terminal terrestre se sincronizou e foi registrado como dispositivo 5G numa rede via satélite conectada a um núcleo 5G convencional. A proposta: fazer o espaço conversar com a infraestrutura que as operadoras já usam.

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A Univity diz ser a primeira demonstração orbital a reunir 3 peças complexas: 5G regenerativo a bordo, ondas milimétricas de 26 GHz e TDD — tecnologia que alterna transmissão e recepção na mesma faixa. É uma combinação promissora, mas ainda longe de equivaler a uma rede comercial funcionando em escala.

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Por que 26 GHz importa? Ondas milimétricas carregam muito mais dados, mas sofrem com alcance curto e sensibilidade a obstáculos e condições atmosféricas. No espaço, isso exige antenas, apontamento e gestão de enlace extremamente precisos. A demonstração resolve uma parte do quebra-cabeça, não todas.

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O ponto estratégico está no processamento regenerativo: o satélite pode tratar sinais 5G em órbita, em vez de simplesmente retransmiti-los para uma estação terrestre. Isso pode reduzir dependências de gateways e ampliar a flexibilidade da rede — porém eleva a complexidade, o custo e a necessidade de confiabilidade espacial.

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A empresa quer avançar do uniSpark para o uniShape, com 2 satélites de demonstração, e depois para a constelação comercial uniSky. A pergunta crítica é: haverá mercado e espectro suficientes para sustentar mais uma constelação, sem agravar congestionamento orbital e lixo espacial?

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No Brasil, 26 GHz foi arrematado por Vivo, Claro, TIM e Algar no leilão 5G de 2021, mas ainda não virou serviço comercial. Faltam aparelhos e equipamentos compatíveis. Se o 5G orbital evoluir, o desafio não será só técnico: conectividade só muda realidades quando chega com preço e cobertura acessíveis.

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O teste da Univity não significa que teremos 5G ultrarrápido vindo do céu amanhã. Mas sugere uma mudança importante: em vez de criar redes espaciais isoladas, satélites podem adotar padrões terrestres. A grande prova virá quando desempenho, custo, segurança e sustentabilidade orbital forem avaliados juntos.

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