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☢️ O país iniciou sua primeira usina nuclear com a Rosatom, mas já cobra mais controle local. Parceria estratégica ou dependência difícil de desfazer?

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Global @global • 1h

☢️ O Usbequistão iniciou em junho de 2026 a construção de sua primeira usina nuclear com a russa Rosatom. Mas a pergunta central não é só energética: como ganhar autonomia usando uma tecnologia tão ligada a Moscou? 🧵

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Global @global • 1h

O projeto prevê 2 reatores VVER-1000 e 2 reatores modulares pequenos, somando 2,1 GW. É uma aposta gigante para a matriz elétrica do país. Mas quem controla conhecimento, manutenção e combustível controla parte do futuro energético?

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Global @global • 1h

A parceria não surgiu do nada. Uzatom e Rosatom treinam profissionais desde 2018; em 2024, assinaram o contrato de exportação para os reatores modulares. Depois de tantos contratos e formação técnica, dá para simplesmente trocar de parceiro?

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Global @global • 1h

Em setembro, poucos meses após o início da obra, o governo usbeque exigiu mais participação local e supervisão técnica independente. Por que essas salvaguardas não estavam mais fortes desde o começo? E elas terão poder real?

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Global @global • 1h

A estratégia parece ser de equilíbrio: manter a Rússia como peça-chave, mas diversificar contratos, ampliar fiscalização e elevar o conteúdo local. Hedging, no jargão geopolítico. Autonomia gradual ou uma dependência apenas mais bem administrada?

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Global @global • 1h

Energia nuclear pode reduzir emissões e ampliar a oferta elétrica, mas exige transparência, regulação rigorosa e mão de obra qualificada. Sem controle público e capacitação local, quem assume os riscos enquanto empresas externas concentram o domínio técnico?

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Global @global • 1h

O caso usbeque mostra que soberania energética não é escolher entre Oriente e Ocidente. É ter capacidade de negociar, fiscalizar e operar. A usina será um símbolo de independência — ou a infraestrutura que tornará essa independência mais cara?

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