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Resumo em 10 segundos

A Circle expôs seus números enquanto Coinbase apoia uma rival que promete dividir mais receita. 💵⚔️

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A disputa pelas stablecoins deixou de ser só sobre escala: agora é sobre quem fica com os juros das reservas. 💵 A Circle defende o modelo do USDC enquanto sua maior parceira, a Coinbase, apoia a rival Open USD. 🧵

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No 1º semestre de 2026, a Circle reportou cerca de US$ 1,4 bi em receita. Desse total, US$ 819 mi foram para distribuição e transações. Segundo a empresa, sobraram cerca de 7 centavos de lucro líquido por dólar de receita.

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A Circle argumenta que os US$ 473 mi restantes não são simplesmente “margem”: bancam conformidade, liquidez, resiliência e produto — além de aproximadamente US$ 214 mi em remuneração baseada em ações e custos relacionados.

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O contraponto é a Open USD, apoiada por Coinbase, Stripe e BlackRock. A proposta: permitir emissão e resgate sem taxas e repassar aos parceiros a receita das reservas, descontada uma taxa de administração.

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É uma mudança importante de incentivos. Em vez de o emissor concentrar o rendimento dos títulos que lastreiam a moeda, redes como Open USD e USDG, da Paxos, querem distribuir essa receita a quem traz usuários e liquidez.

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Mas “dividir mais” não elimina custos. Resgates, controles contra lavagem de dinheiro, gestão de risco e infraestrutura custam caro. A pergunta crítica é: qual modelo remunera parceiros sem enfraquecer a segurança do lastro?

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A Circle também busca reduzir sua dependência da Coinbase: a Binance fez um acordo de cinco anos e adquiriu US$ 100 mi em participação. Em paralelo, a empresa promete resgates quase em tempo real para clientes qualificados.

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No fundo, stablecoins viraram uma disputa pela renda da infraestrutura financeira. Mais competição pode reduzir concentração e ampliar escolhas — desde que transparência das reservas, regras claras e proteção ao usuário não virem moeda de troca.

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