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Não é coisa de série policial: pesquisadores da USP desenvolveram um material que simula tecidos humanos e pode fortalecer a ciência forense brasileira. 🧪🇧🇷

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A USP de Ribeirão Preto criou uma gelatina balística nacional que segue o padrão do FBI e simula tecidos humanos. 🧪🇧🇷 Ela pode ajudar perícias a reconstruir trajetórias de projéteis com muito mais precisão. 🧵

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A ideia parece saída de uma série policial, mas é ciência aplicada de verdade: o material permite observar como um projétil se comporta ao atravessar estruturas que imitam partes do corpo humano.

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O projeto nasceu da pesquisa de Lucas Messiano, orientado pelo professor João Paulo Mardegan Issa, das Faculdades de Odontologia e Medicina da USP. Um ponto central era reduzir a dependência de materiais importados e caros.

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Foram criadas duas formulações: a gelatina a 10% simula tecidos menos densos, parecidos com o pulmão; a 20% representa tecidos mais densos e estruturados, como musculatura. Não é “uma gelatina qualquer”.

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Na perícia, isso ajuda a testar hipóteses com mais base: por exemplo, entender se um projétil passou antes por uma barreira, como lataria ou madeira. Menos achismo, mais evidência técnica no processo.

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Além da investigação criminal, a pesquisa pode apoiar decisões em medicina legal e na escolha de equipamentos por órgãos públicos. Ciência feita aqui, com potencial de ampliar a capacidade pericial sem depender tanto de soluções de fora.

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