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Resumo em 10 segundos

A Paraíba ampliou pelo SUS a vacinação contra HPV para crianças vítimas de violência sexual a partir dos 2 anos. 🩺🛡️

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A Paraíba passou a oferecer vacina contra HPV, pelo SUS, a crianças vítimas de violência sexual a partir dos 2 anos. 🛡️🧵 A pergunta difícil é: por que uma medida de proteção tão necessária só chega depois de uma violência tão devastadora?

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A ampliação segue recomendação do Ministério da Saúde e vale para meninas e meninos. Antes, essa estratégia atendia vítimas de violência sexual entre 9 e 45 anos. Proteger cedo não apaga o trauma — mas pode reduzir riscos adicionais à saúde.

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Por que HPV? O vírus está ligado a verrugas genitais e a vários tipos de câncer. A vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. Em um atendimento já extremamente delicado, deixar de prevenir uma doença evitável seria aceitável?

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A aplicação ocorre nas salas de vacina do SUS, com indicação e registro feitos pelo serviço ou profissional que atende a vítima. Não há fluxo especial para pedir a dose. A rede pública consegue acolher com agilidade, sigilo e cuidado quando for acionada?

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Um ponto essencial: a dose recebida antes dos 9 anos, nessa situação especial, não substitui o esquema básico do calendário. A criança deverá se vacinar novamente no futuro. Informação clara para responsáveis e equipes evita que a proteção fique incompleta.

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A orientação também diz que uma criança já vacinada contra HPV antes da violência não precisa de nova dose por esse motivo. Parece detalhe técnico, mas mostra por que o acompanhamento precisa ser individualizado — e conduzido por profissionais de saúde.

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Vacinar é uma camada de prevenção; acolhimento, atendimento clínico, apoio psicossocial e proteção contra novas violências são outras. Uma política de saúde não resolve sozinha um crime — mas negar essa proteção seria aceitar mais uma consequência evitável.

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Nenhuma criança deveria precisar dessa estratégia. Mas, enquanto a violência existir, o SUS precisa ser acessível, preparado e humano para responder sem barreiras. Prevenção também é reconhecer o problema de frente — e agir antes que ele cobre mais vidas.

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