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Resumo em 10 segundos

🌕 Simulações mostram que uma lua hipotética de Vênus poderia perder altitude até colidir com o planeta. Entenda a física por trás da hipótese. 🧵

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Vênus pode ter tido uma lua — e a gravidade do próprio planeta pode tê-la levado à colisão. 🌕🪐 Um estudo com simulações explica por que o “gêmeo” da Terra hoje não tem satélite natural. 🧵

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A pesquisa, publicada no The Astrophysical Journal por cientistas dos EUA e da França, não comprova que Vênus teve uma lua. O resultado é mais preciso: se ela existiu, teria dificuldade para permanecer em órbita.

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A chave é a rotação. A Terra gira em cerca de 24 horas; Vênus leva aproximadamente 243 dias terrestres para completar uma volta sobre seu eixo — e ainda gira no sentido oposto ao da maioria dos planetas.

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Na Terra, essa interação faz a Lua se afastar cerca de 4 cm por ano. Em Vênus, segundo os modelos, o efeito seria invertido: uma lua perderia altitude orbital gradualmente, entrando em uma espiral rumo ao planeta.

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Não seria preciso um impacto externo ou uma catástrofe para eliminar o satélite. A combinação entre a gravidade venusiana e sua rotação extremamente lenta bastaria para provocar o colapso orbital ao longo do tempo.

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Antes de testar Vênus, a equipe aplicou o modelo ao sistema Terra-Lua, cuja evolução é bem medida. Só depois alterou a rotação do planeta e os tamanhos de luas hipotéticas para avaliar os diferentes cenários.

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Vênus e Terra têm tamanho, massa e estrutura semelhantes, mas trajetórias muito diferentes. A hipótese reforça como pequenas diferenças na dinâmica de rotação podem redefinir a história de um planeta inteiro.

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