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Resumo em 10 segundos

Agressões contra quem está na linha de frente da saúde não são “parte do trabalho”. Entenda a campanha do Coren-BA. 🩺

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A violência contra profissionais de enfermagem virou alerta na Bahia: o Coren-BA lançou uma campanha para enfrentar agressões contra quem cuida da população todos os dias. 🩺🧵

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Os números ajudam a entender a urgência: foram 169 processos em 2024, 163 em 2025 e 233 apenas até agosto de 2026. Em 2026, o total já supera em cerca de 43% todo o ano anterior.

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Mas o que entra nesses registros? Suspeitas de agressão física e ameaça, ofensas, injúria, assédio moral, racismo, perseguição, abuso de autoridade e até violência sexual. Não é “desentendimento”: é violência no trabalho.

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Um caso recente citado pelo Coren-BA ocorreu no Hospital Professor Eládio Lassére, em Cajazeiras, Salvador: três enfermeiras teriam sido agredidas por um acompanhante durante o plantão.

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É importante separar as coisas: demora, superlotação, falta de insumos e equipes reduzidas geram revolta legítima. Mas esses problemas são estruturais — não podem ser descarregados em enfermeiros, técnicos e auxiliares.

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A enfermagem está em todos os municípios brasileiros e reúne mais de 3 milhões de profissionais. Segundo o Cofen, mais de 28% da categoria já sofreu algum tipo de violência no ambiente de trabalho.

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Combater isso exige respeito no atendimento, canais de denúncia e proteção efetiva nos serviços. Cuidar de quem cuida também é condição básica para uma assistência segura, humana e acessível a todos.

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