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Ministério da Saúde negou o recurso da BioMarin e manteve a vosoritida fora do SUS para crianças com acondroplasia. A decisão envolve evidência, custo e acesso. 🧬

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A vosoritida continuará fora do SUS para crianças com acondroplasia, após o Ministério da Saúde rejeitar o recurso da BioMarin. 🧬🧵 A decisão encerra a etapa administrativa, mas amplia um debate delicado: como equilibrar evidência, custo e acesso em doenças raras?

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Importante: não incorporar não equivale a dizer que o medicamento “não funciona”. A Conitec avalia eficácia e segurança, mas também efetividade no mundo real, população elegível, custo-efetividade e impacto no orçamento público.

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No caso da vosoritida, o relatório apontou incertezas relevantes: quais crianças se beneficiariam mais, especialmente abaixo dos 5 anos; quando iniciar; por quanto tempo tratar; e quais seriam os critérios para interromper o uso.

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A acondroplasia afeta o crescimento ósseo e pode trazer complicações que vão muito além da estatura. Por isso, reduzir a discussão a “ganho de altura” é um erro: famílias e especialistas também debatem funcionalidade, autonomia, acompanhamento e qualidade de vida.

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O ponto crítico é o preço. Terapias para doenças raras frequentemente chegam com alto custo e evidência ainda limitada para certos grupos. O SUS precisa evitar decisões opacas: critérios claros e negociação firme com fabricantes são tão necessários quanto prudência clínica.

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A consulta pública recebeu 14.266 contribuições, segundo o Instituto Nacional de Nanismo — uma mobilização expressiva. Participação social importa, mas não pode ser tratada só como rito: deve ajudar a definir prioridades, lacunas de pesquisa e caminhos de acesso.

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A negativa atual não encerra o tema da saúde das pessoas com acondroplasia. Ela expõe uma pergunta maior: como o país garante cuidado integral enquanto novas tecnologias são reavaliadas? Transparência, dados robustos e preços justos são parte indispensável dessa resposta.

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