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📶 Um contrato para ampliar o acesso gratuito à internet em São Paulo virou alvo de apuração sobre possíveis irregularidades — mas a Justiça ainda exige mais elementos.

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📶 Um programa criado para levar internet gratuita a São Paulo entrou no radar da Polícia Civil. A investigação busca dados financeiros do Instituto Conhecer Brasil e de Karina Ferreira Gama — mas a Justiça pediu mais provas antes de autorizar o acesso ao Coaf. 🧵

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O foco é o contrato do Wi-Fi Livre SP, voltado à implantação e manutenção de pontos de acesso gratuito. Num serviço que pode reduzir a exclusão digital, cada repasse público precisa ser rastreável — especialmente quando surgem dúvidas sobre sua execução.

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Segundo a Polícia Civil, os serviços efetivamente prestados corresponderiam a cerca de R$ 43 milhões, enquanto aproximadamente R$ 69 milhões teriam sido transferidos ao Instituto Conhecer Brasil. A diferença sob apuração é de cerca de R$ 26 milhões.

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A apuração também cita subcontratações que poderiam chegar a R$ 98 milhões, envolvendo Make One, UltraIP, Complexys e Fast Future. A polícia investiga se a cadeia de contratos ajuda a explicar os valores e o destino dos recursos.

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Há ainda uma linha de investigação sobre possível destinação de parte dos recursos à produção cinematográfica da Go Up Entertainment. Karina Ferreira Gama é apontada como sócia da empresa, que iniciou a produção do longa “Dark House”. Isso ainda não significa comprovação de irregularidade.

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Em 28 de agosto, o juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza não liberou automaticamente os Relatórios de Inteligência Financeira. Ele exigiu documentos, esclarecimentos sobre o alcance do pedido e elementos concretos que justifiquem incluir Gama na solicitação.

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O ponto central é duplo: investigar com rigor eventuais desvios e preservar garantias legais. Transparência não é burocracia — é o que permite saber se dinheiro destinado à conectividade pública chegou, de fato, a quem precisava estar conectado.

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