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Resumo em 10 segundos

A eleição de 2026 marcou um avanço inédito na presença feminina no Senado. Entenda o que muda — e por que a disputa por igualdade está longe de terminar. 🗳️

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As eleições de 2026 elegeram 12 mulheres para o Senado Federal — o maior número em uma única disputa desde a redemocratização, em 1985. 🗳️👩🏽‍⚖️ O marco amplia vozes no Legislativo, mas não encerra as barreiras à participação política. 🧵

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Por que esse número importa? O Senado decide leis nacionais, aprova autoridades, analisa indicações ao STF e participa de decisões sobre orçamento. Mais mulheres nesses espaços tende a diversificar experiências e prioridades no debate público.

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Mas representatividade não é apenas contar cadeiras. Para haver participação em condições reais, candidatas precisam de financiamento, tempo de propaganda, redes de apoio e segurança para fazer campanha — recursos que historicamente foram distribuídos de forma desigual.

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As regras de incentivo às candidaturas femininas ajudaram a elevar a presença de mulheres nas eleições. Ainda assim, Raquel Andrade, da Procuradoria Especial da Mulher do Senado, destaca que as normas têm limites quando não enfrentam desigualdades estruturais.

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O obstáculo é ainda maior para mulheres negras. Racismo e sexismo podem se somar na busca por recursos, visibilidade e espaço partidário. Ampliar a diversidade no Legislativo exige olhar não só para quem é eleita, mas para quem consegue chegar competitiva à disputa.

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A violência política de gênero também restringe a democracia: ataques, ameaças, desinformação e tentativas de deslegitimar mulheres afastam lideranças da vida pública. Combater isso é proteger o direito de toda a população a escolher e ser representada.

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As senadoras eleitas Teresa Surita, Marília Arraes e Marina JHC apontaram educação, proteção às mulheres e combate à violência de gênero entre as prioridades. O recorde de 12 é um passo concreto; a próxima medida será transformar presença em poder de decisão e políticas públicas duradouras.

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