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Resumo em 10 segundos

O Tesouro resgatou mais títulos do que emitiu em agosto. Ainda assim, a dívida federal subiu para R$ 9,29 trilhões. O motivo está nos juros. 📊

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A dívida pública federal terminou agosto em R$ 9,293 trilhões. Parece estável — alta de só 0,04% —, mas há uma história importante por trás desse número. 📊🧵

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No mês, o Tesouro resgatou R$ 84,43 bilhões a mais em títulos do que emitiu. Em tese, isso reduziria a dívida. Só que os juros acumulados chegaram a R$ 88,39 bilhões e superaram esse efeito.

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É como tentar esvaziar uma caixa enquanto algo continua sendo despejado nela: os resgates tiraram recursos, mas a incorporação mensal dos juros manteve o estoque em leve alta.

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O retrato também mostra uma dívida cada vez mais sensível à Selic. Títulos atrelados à taxa básica passaram de 51,11% para 52,74% do total — o maior nível da série histórica do Tesouro.

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Quando a Selic está alta, essa composição pode elevar mais rapidamente o custo da dívida. Em agosto, o custo médio acumulado em 12 meses subiu de 12,45% para 12,59% ao ano.

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Há sinais de melhora no perfil dos vencimentos: o prazo médio avançou para 4,10 anos, e a parcela que vence em até 12 meses caiu de 18,91% para 16,39%. Menos pressão imediata no caixa.

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O colchão de liquidez, porém, encolheu 11,89%, para R$ 1,208 trilhão. Ainda cobre cerca de 7,18 meses de vencimentos — uma reserva relevante para o Tesouro honrar compromissos sem correr ao mercado às pressas.

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A previsão oficial é que a dívida feche 2026 entre R$ 9,7 tri e R$ 10,3 tri. O ponto não é apenas o tamanho: é quanto custa financiá-la e quanto sobra, no orçamento, para investimentos e serviços públicos.

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