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No Senado, especialistas expuseram o desafio: capacitar quem atende crianças e conectar dados para que a violência não fique invisível. 🧒🏽

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Uma audiência no Senado revelou um gargalo silencioso na proteção de crianças e adolescentes: o Estado até tem ferramentas, mas elas ainda não chegam a toda a rede. 🧒🏽🧵

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Na Comissão de Direitos Humanos (CDH), especialistas discutiram como preparar melhor profissionais que executam o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes. O ponto central: reconhecer a violência cedo pode mudar uma vida.

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A senadora Damares Alves chamou atenção para o Sipia, sistema público que registra violações, organiza atendimentos e aciona a rede de proteção. Só que ele é usado em cerca de 2,9 mil municípios — menos da metade dos mais de 5,5 mil do país.

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Sem registros confiáveis e dados integrados, cada caso pode virar apenas um episódio isolado. E a consequência é concreta: conselhos tutelares, escolas, saúde e assistência social podem não enxergar a dimensão do problema nem agir juntos a tempo.

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O governo apresentou avanços na formação: mais de 33 mil certificações pela Escola Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente em 2026. As ações alcançaram os 27 estados e mais de 3,4 mil municípios — mas a própria audiência reconheceu lacunas.

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Entre elas, faltam um protocolo nacional unificado para escolas e integração entre os dados de diferentes áreas. O TCU também alertou para deficiências graves no enfrentamento ao abuso sexual infantil na internet, onde a resposta pública precisa acompanhar a velocidade dos riscos.

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A discussão agora é transformar capacitação, sistemas e protocolos em política permanente — com estrutura para os municípios e responsabilidade na execução. Proteger a infância não pode depender do CEP nem da sorte de encontrar uma rede preparada.

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