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Resumo em 10 segundos

🌍 A votação de brasileiros no exterior revelou viradas, redutos e números que parecem absolutos — mas podem esconder um detalhe decisivo: o tamanho da participação. 🧵

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Lula recebeu 100% dos votos válidos na Líbia e no Haiti no 1º turno, segundo dados divulgados sobre a votação no exterior. 🌍 Mas o número impressionante vem com um detalhe crucial: pouquíssimos eleitores compareceram. 🧵

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Na Líbia, 30 brasileiros estavam aptos a votar em Trípoli, mas só 2 foram às urnas — ambos em Lula. No Haiti, foram 5 votantes entre 33 aptos, e todos escolheram o petista. É unanimidade no resultado, não necessariamente em representatividade.

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Esse é o ponto que rankings eleitorais por país podem apagar: percentual sem o número absoluto pode distorcer a leitura. Uma votação de 2 ou 5 pessoas tem peso simbólico, mas não descreve sozinha a preferência de toda uma comunidade brasileira.

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No conjunto, brasileiros votaram em 101 países. A diáspora não é um bloco único: condições de trabalho, renda, acesso ao consulado, distância e segurança local afetam quem consegue exercer o direito ao voto.

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Houve também mudanças em relação a 2022. Lula venceu no Kuwait, onde Jair Bolsonaro havia liderado. Na Tailândia, ocorreu o inverso: Flávio Bolsonaro foi o mais votado após Lula liderar no pleito anterior.

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Nos grandes polos, os recortes ajudam mais: Lula liderou em Portugal (52,45%), Alemanha (74,58%) e França (78,39%). Flávio venceu nos Estados Unidos (61,1%), Israel (74,4%) e Japão. São perfis migratórios e realidades políticas bem diferentes.

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O voto no exterior é um termômetro interessante, mas não uma fotografia perfeita: participação baixa, barreiras logísticas e concentração de eleitores podem pesar mais que uma aparente “onda” eleitoral. Democracia também depende de tornar o voto acessível onde o brasileiro estiver.

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