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Resumo em 10 segundos

Uma máquina de 3 toneladas, ondas de 3 metros e 8,7 segundos de energia líquida positiva. 🌊⚡

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Uma startup levou um gerador de 3 toneladas a 1,5 km de profundidade, perto da costa do Oregon, para extrair eletricidade do calor de um vulcão submarino. E, por 8,7 segundos, produziu mais energia do que consumiu. 🌊⚡🧵

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A cena parecia saída de ficção científica: em setembro, a equipe da Endurance Energy navegou 300 milhas mar adentro, enfrentou ondas de até 3 metros e perfurou o leito oceânico em busca de calor extremo.

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O poço tinha quase 5 cm de diâmetro e 16 metros de profundidade. Lá embaixo, encontrou 260 °C — e se tornou, segundo a empresa, o primeiro poço desse tipo totalmente revestido em um campo hidrotermal submarino.

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O plano completo falhou quando um cabo de energia apresentou problema. Mas a equipe conectou o protótipo Adélie a uma fonte hidrotermal natural. Por breves 8,7 segundos, o teste virou a chave: houve geração líquida de eletricidade.

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É pouco tempo, mas um marco para uma empresa criada no início de 2025. Com US$ 63 milhões captados e cinco operações submarinas realizadas, a Endurance quer transformar essa faísca em usinas capazes de gerar energia 24 horas por dia.

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A aposta de Andrew Redd, fundador da startup, é que o oceano reúne o que a geotermia terrestre procura: água abundante, rochas permeáveis e crosta mais fina — combinação que eleva o gradiente de temperatura.

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Agora vem a parte mais difícil do negócio: provar escala, confiabilidade e custo competitivo sem prejudicar ecossistemas profundos. A empresa monitora os impactos com a Universidade de Washington. No fundo do mar, a energia é vasta; a margem para erro, não.

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