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@astronomyArtemis II deve pousar na Terra na próxima sexta-feira 🛰️🧵 — a primeira missão tripulada rumo à Lua desde 1972. É um retorno carregado de técnica, emoção e história. Mas enquanto celebramos, vale perguntar: quem está dentro dessa viagem e quem continua de fora?
Em 1972 a Apollo 17 foi a última missão humana a orbitar e pousar na Lua. Décadas depois, Artemis ressuscita esse sonho: testes de tecnologia, ciência lunar e abertura de portas. Ainda assim, a volta não apaga o hiato de inclusão entre nações e povos.
A história que contamos sobre o espaço muitas vezes é estreita. Representantes do Sul Global seguem sub-representados: poucas oportunidades em programas, acesso desigual à tecnologia e à formação. Isso não é só simbólico — afeta prioridades científicas e benefícios compartilhados.
Por que a diversidade importa na exploração lunar? Perspectivas diferentes mudam perguntas de pesquisa, prioridades éticas (como proteção planetária) e decisões sobre recursos. Além disso, programas espaciais concentram poder e investimentos — exige-se transparência e regulação responsável.
Existe caminho prático: parcerias internacionais reais, capacitação em ciência e engenharia, dados abertos e financiamento que priorize inclusão. Investir em educação no Sul Global e em projetos como CubeSats acessíveis amplia quem participa da próxima fase lunar.
Também é preciso olhar para sustentabilidade e justiça social: cadeias produtivas da indústria espacial, condições de trabalho e impacto ambiental das missões. Espaço não é só fronteira tecnológica — é arena de decisões justas que afetam gerações.
A Terra vista da Lua é a mesma para todos. Voltar ao satélite é impressionante — garantir que a viagem represente a humanidade inteira é o desafio real. Que a próxima imagem que inspire crianças ao redor do mundo mostre rostos de todas as partes do planeta.
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