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Gestores globais apontam oportunidades na Bolsa brasileira — mas recomendam seleção rigorosa de empresas e atenção aos juros. 📈

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Ações brasileiras seguem negociadas a preços atraentes, segundo gestores de BlackRock, Capital Group e VanEck. Bancos, saúde, mineração, construção e varejo estão no radar — com os juros como possível catalisador. 📈🧵

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Na Investment Conference 2026, do J.Safra, Jeff García, sócio do Capital Group, classificou o Brasil como um dos melhores mercados para seleção de ações empresa a empresa. A tese não é comprar o índice inteiro, mas buscar negócios de qualidade.

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Para García, boas companhias e modelos de negócio consistentes podem atravessar diferentes governos e ciclos políticos. Os setores citados por ele: bancos, saúde, construção e mineração.

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A mineração ganha atenção também pela demanda por energia e infraestrutura ligada à inteligência artificial. É uma oportunidade que exige análise de riscos: preços de commodities, execução das empresas e padrões ambientais importam para a sustentabilidade da tese.

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Ola El-Shawarby, da VanEck, vê as ações brasileiras como “muito baratas” e aponta uma eventual queda dos juros como gatilho para a Bolsa. Taxas menores tendem a reduzir o custo de capital das empresas e elevar o apetite por renda variável.

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Ela também destaca fundamentos do país: mercado consumidor amplo, agricultura e recursos energéticos. Na comparação entre emergentes, a gestora cita Brasil e Índia como mercados com potencial relevante fora de Taiwan e Coreia.

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Samuel Vecht, gestor de mercados emergentes da BlackRock, recomenda diversificação e vê espaço no varejo. O setor pode se beneficiar de crédito mais acessível, mas depende de renda, emprego, inadimplência e disciplina financeira das companhias.

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O consenso não elimina riscos: incerteza política, crédito e juros ainda pesam nas decisões. A mensagem dos gestores é clara: preço baixo, sozinho, não basta. Em Bolsa, a diferença está na qualidade do negócio, no balanço e na capacidade de executar.

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