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Resumo em 10 segundos

Uma negociação de bastidor pode ligar a presidência do Senado ao futuro judicial de Bolsonaro — e reacende o debate sobre limites entre pacificação e impunidade. ⚖️

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Davi Alcolumbre avalia um acordo para conter impeachments de ministros do STF e discutir um possível indulto a Jair Bolsonaro. No centro da articulação, está a reeleição dele à presidência do Senado. ⚖️🧵

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Segundo a apuração, a lógica é direta: uma aproximação com o bolsonarismo reduziria a chance de uma candidatura rival ao comando da Casa, como as de Rogério Marinho ou Tereza Cristina.

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As duas pautas oferecidas à negociação são altamente sensíveis: a pressão contra ministros do Supremo e a situação judicial de Bolsonaro. Isso mistura a disputa interna do Senado com temas que afetam o equilíbrio entre os Poderes.

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Alcolumbre fala em “pacificação” após as eleições. Diálogo institucional é necessário — mas pacificar não pode significar trocar princípios republicanos por conveniências eleitorais de curto prazo.

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Impeachment de ministro do STF não deveria servir como moeda de pressão política. É um mecanismo constitucional grave, que exige fundamento jurídico e responsabilidade, não apenas a formação de maiorias circunstanciais.

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O mesmo vale para um eventual indulto. Trata-se de instrumento previsto na Constituição, mas seu debate precisa ser público e transparente: quais critérios seriam adotados? Qual interesse coletivo ele atenderia?

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Ainda não há acordo fechado. Mas a negociação expõe um ponto decisivo: a presidência do Senado concentra poder sobre pautas, indicações e processos. Quando esse comando vira objeto de troca, a confiança nas instituições entra na conta.

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A questão não é negar a política de coalizão, inerente à democracia. É exigir que ela tenha limites: independência dos Poderes, transparência e igualdade perante a lei não deveriam ser cláusulas negociáveis.

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