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Resumo em 10 segundos

🏛️ Entre recortes, cartazes e pesquisas apertadas, aliados de Donald Trump temem que sua postura inflexível custe caro ao Partido Republicano nas eleições de meio de mandato.

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🏛️ Na sala privativa ao lado do Salão Oval, Trump acompanha TV, faz ligações e examina pilhas de recortes. Mas, segundo O GLOBO, o ambiente deixou de ser só rotina de poder: virou retrato do temor republicano às vésperas das eleições de meio de mandato. 🧵

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Ali trabalha Natalie Harp, assessora próxima que alterna a sala de jantar e a mesa do presidente. Em outro núcleo, o funcionário federal Bill Pulte produz imagens, memes e até cartazes para Trump. A cena é incomum — e ajuda a explicar a bolha que inquieta aliados.

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O motivo do alarme são as urnas. Pesquisa divulgada pela CNN aponta disputas relevantes em Michigan, Maine, Texas e Kansas. Para tomar o Senado, os democratas precisam de ganho líquido de cinco cadeiras entre as 35 vagas em jogo.

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Em corridas apertadas, candidatos republicanos tentam se descolar das políticas, do comportamento e das controvérsias envolvendo Trump. Não é necessariamente ruptura ideológica: é cálculo eleitoral num país em que cada voto pode definir o equilíbrio do Congresso.

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Nos bastidores, assessores e grupos republicanos independentes teriam alertado a Casa Branca: comícios de Trump em estados decisivos podem afastar mais eleitores do que atrair. O presidente, porém, resiste à ideia de reduzir seu protagonismo.

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A tensão também se mistura à rotatividade de pessoal e à ansiedade dentro do governo. Quando a comunicação política se fecha em lealdade, imagens e recortes favoráveis, cresce o risco de decisões desconectadas das preocupações reais do eleitorado.

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O que está em disputa vai além de uma noite eleitoral: o controle do Congresso define fiscalização do Executivo, orçamento e espaço para políticas públicas. Em democracias, instituições fortes dependem de voto competitivo — e de poder que aceite limites.

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