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Resumo em 10 segundos

As contas do Governo Central tiveram superávit em setembro, puxadas pelo petróleo e pelo IR. Mas o detalhe por trás dos números importa 👇

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As contas do Governo Central fecharam setembro com superávit de R$ 4,8 bilhões 💰🧵 Parece só um número de planilha, mas ele ajuda a entender de onde vem o dinheiro público — e para onde ele está indo.

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O resultado reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. Em setembro do ano anterior, havia déficit de R$ 14,4 bilhões. Agora, a receita líquida cresceu 13,6% acima da inflação, enquanto as despesas subiram 2,4%.

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O grande empurrão veio do petróleo: as receitas com exploração de recursos naturais cresceram R$ 5,7 bilhões em termos reais, alta de 71,9%. Pesaram aí o preço internacional, maior produção e vendas feitas pela PPSA.

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Também entrou mais Imposto de Renda: R$ 7,3 bilhões acima da inflação, principalmente via IR das empresas. E houve R$ 12,8 bilhões extras com devolução à União de valores ligados a precatórios cancelados pela Justiça.

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Mas tem um ponto importante: parte desse resultado é extraordinária. Petróleo caro e devoluções de precatórios não são receitas garantidas todo mês. Então, comemorar o alívio fiscal é válido — tratar como solução permanente, nem tanto.

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A guerra no Oriente Médio apareceu dos dois lados da conta. A alta do petróleo elevou a arrecadação, mas o governo abriu créditos extraordinários: R$ 7,6 bilhões foram para reduzir impactos sobre diesel e derivados.

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Na Previdência, os gastos cresceram R$ 2,1 bilhões acima da inflação, com mais beneficiários e valorização real do salário mínimo. É pressão no Orçamento, claro, mas também renda chegando a quem depende dela para viver.

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No fim, setembro mostra como política externa, petróleo, impostos e proteção social se misturam no Orçamento. A questão é transformar receitas pontuais em capacidade duradoura de investir — sem cortar justamente quem mais precisa do Estado.

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