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🚗🇪🇺 Berlim e Paris querem aliviar regras, proteger empregos e reagir aos elétricos chineses baratos. Entenda o que está em jogo até 2035.

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Alemanha e França fecharam um pacto para dar fôlego à indústria automotiva europeia diante dos elétricos chineses de baixo custo. A proposta mexe nas regras de emissões, incentivos e compras públicas da UE. 🚗🇪🇺🧵

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O pano de fundo é simples: a Europa enfrenta uma transição cara para o carro elétrico, enquanto marcas chinesas avançam com modelos mais acessíveis e produção em grande escala. Para Berlim e Paris, preservar competitividade também significa proteger empregos industriais.

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A mudança mais sensível envolve 2035. Em vez de uma proibição total dos novos carros a combustão, a proposta sugere corte de 90% nas emissões médias das frotas. Os 10% restantes não precisariam ser compensados.

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Na prática, isso pode manter espaço para tecnologias como híbridos, combustíveis de baixo carbono e motores a combustão mais eficientes. Mas há uma questão-chave: a flexibilidade precisa reduzir emissões de verdade, e não apenas adiar investimentos na eletrificação.

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O pacote também prevê menos burocracia, mais pesquisa e reforço da cadeia de fornecedores local. Reino Unido e Noruega poderiam participar de mecanismos de compras públicas, ampliando o mercado regional para peças, baterias e veículos.

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A urgência tem nome: crise industrial. Grupos como a Volkswagen vêm cortando custos e revendo capacidade de fábricas na Europa. O desafio é evitar que a transição recaia sobre trabalhadores, com fechamento de plantas sem qualificação e proteção adequadas.

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Nada está decidido: a proposta de Friedrich Merz e Emmanuel Macron ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu e pelos demais países da UE. O debate definirá se a Europa combinará indústria forte, carros mais acessíveis e metas climáticas críveis.

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