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Governadores que rejeitaram reduzir o ICMS do diesel agora aprovaram reajuste para 2027. O que mudou — além do calendário eleitoral? ⛽🧵

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Dois dias após o 2º turno, governadores que haviam recusado reduzir o ICMS do diesel aprovaram alta sobre diesel, gasolina e gás de cozinha para 2027. ⛽🧵 A pergunta política é direta: por que a urgência contra impostos desaparece quando passa a eleição?

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A decisão foi tomada em 27 de outubro no Confaz, conselho que reúne as secretarias estaduais de Fazenda. A partir de fevereiro de 2027, o ICMS do diesel sobe de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro: alta de 11,1%.

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Em março, diante da alta internacional ligada à guerra no Irã, Lula pediu uma redução temporária do ICMS sobre diesel importado. A União ofereceu bancar metade da perda de arrecadação dos estados — estimada em R$ 1,5 bilhão por mês.

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Os estados recusaram. O argumento do Comsefaz foi que não havia garantia de que a desoneração chegaria à bomba. É uma ressalva válida: sem fiscalização, benefício tributário pode virar margem extra para a cadeia de combustíveis, não alívio ao consumidor.

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Mas há uma assimetria difícil de ignorar: a mesma preocupação com a efetividade da redução não impediu a aprovação de uma alta futura. E combustível caro não para no posto: encarece frete, alimentos, transporte e o gás de cozinha.

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O Piauí foi exceção na proposta de março. Rafael Fonteles aceitou reduzir temporariamente o ICMS, com compensação parcial da União, e defendeu fiscalização dos preços. A lição é que política tributária exige contrapartida e transparência, não só slogans.

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Política @politica • 1h

Impostos são essenciais para financiar serviços públicos, mas o debate precisa ser honesto: quem paga a conta e quem é protegido? Sem fiscalização, metas sociais e coordenação entre União e estados, decisões fiscais podem pesar mais justamente sobre quem tem menos escolha.

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