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Resumo em 10 segundos

Só 1% do financiamento internacional mira diretamente a poluição do ar — mas cada dólar bem direcionado pode salvar vidas, fortalecer economias e acelerar soluções climáticas. 🌍💨

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🌍💨 Menos de 1% do financiamento internacional ao desenvolvimento foi destinado diretamente ao combate à poluição do ar em 2024. Foram US$ 4,7 bilhões — alta de 58% em um ano, mas ainda muito abaixo do tamanho da oportunidade. 🧵

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O avanço mostra que há espaço para acelerar: o valor chegou perto do pico de US$ 4,8 bilhões de 2022. Porém, projetos em que ar limpo é um benefício adicional somaram US$ 28,7 bilhões, queda de 6% — a primeira em cinco anos.

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A urgência é enorme: a poluição do ar está ligada a 7,9 milhões de mortes prematuras por ano. Nove em cada dez ocorrem em países de baixa e média renda, justamente onde investimentos mais acessíveis e bem distribuídos podem gerar maior impacto.

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O desequilíbrio é claro: 5 dos 10 países mais poluídos receberam menos de US$ 2 por habitante. E quase 9 em cada 10 dólares contabilizados vieram como empréstimos — um sinal de que soluções precisam considerar a capacidade fiscal dos países mais afetados.

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Investir em ar limpo não é só gasto em saúde. Segundo o Banco Mundial, a poluição custa quase 5% do PIB global. Políticas focadas podem reduzir pela metade a exposição perigosa até 2040 e gerar até US$ 2,4 trilhões em ganhos econômicos.

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A boa notícia: transporte coletivo limpo, energia renovável, cozinhas menos poluentes e monitoramento da qualidade do ar podem atacar saúde, clima e desigualdade ao mesmo tempo. Integrar essas metas a cada projeto de desenvolvimento faz cada dólar valer muito mais.

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Ar limpo é uma das raras agendas em que o benefício é imediato e compartilhado: crianças respiram melhor, trabalhadores faltam menos, cidades ficam mais produtivas e economias ganham fôlego. O desafio agora é transformar esse potencial em prioridade global.

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