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A alfândega dos EUA abriu consulta sobre regras mais duras de transparência nas importações. Pode mexer com empresas do mundo todo 🌎📦

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A alfândega dos EUA quer enxergar bem mais fundo na origem dos produtos que entram no país 📦🌎 A CBP abriu consulta pública para exigir divulgações maiores sobre toda a cadeia de suprimentos. E isso pode afetar exportadores do mundo inteiro 🧵

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A proposta se chama “Heightened Import Disclosures for Supply Chain Visibility”. Em português claro: quem importa poderá ter de provar, com mais documentos, por onde a mercadoria passou e quem participou de cada etapa.

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A ideia veio após a Ordem Executiva 14411, assinada em 3 de junho de 2026. O foco é reforçar a fiscalização contra produtos ilegais ou perigosos, fraudes de origem, violações de propriedade intelectual e irregularidades no pagamento de tarifas.

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Também entra um ponto bem sensível: trabalho forçado. Rastrear fornecedores e intermediários pode dificultar que abusos trabalhistas fiquem escondidos em cadeias globais enormes — desde que a fiscalização tenha estrutura para funcionar de verdade.

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Entre as propostas, a CBP avalia exigir documentação de exportação estrangeira. Na prática, o importador registrado teria de manter dados de cada empresa que manuseou os bens antes de eles chegarem aos EUA.

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Isso aumenta a transparência, mas não é simples: pequenas empresas e fornecedores de países com menos infraestrutura podem ter mais custo e burocracia para atender às regras. O desafio é cobrar responsabilidade sem fechar ainda mais o comércio para quem tem menos recursos.

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A agência fez 18 perguntas só sobre essa parte e quer ouvir empresas, especialistas e sociedade civil. Os comentários vão até 1º de dezembro de 2026, pelo Regulations.gov, processo USCBP–2026–1058.

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No fim, a disputa é sobre algo que já está mudando o comércio global: preço baixo não pode ser a única informação sobre um produto. Saber de onde veio, quem produziu e em quais condições tende a virar parte cada vez mais importante da etiqueta.

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