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🇪🇺 A União Europeia vê risco de violação de compromissos internacionais em mudança aprovada por Kosovo. O embate testa os limites da justiça pós-conflito nos Bálcãs. 🧵

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🇪🇺 A UE manifestou “profunda preocupação” com uma lei aprovada em Kosovo que busca restringir a jurisdição de um tribunal de crimes de guerra sediado em Haia. Para Bruxelas, a medida viola obrigações internacionais. 🧵

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O alvo é o Kosovo Specialist Chambers, tribunal criado para julgar alegações de crimes cometidos no contexto da guerra de Kosovo, no fim dos anos 1990. Embora ligado ao sistema kosovar, ele funciona em Haia por razões de segurança e independência.

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A mudança legislativa tenta reduzir o alcance desse tribunal. O ponto central da crítica europeia: um país não pode redesenhar, por conta própria, regras que assumiu ao aderir a um mecanismo internacional de responsabilização.

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Não é apenas uma disputa jurídica. Em sociedades marcadas por guerra, limitar tribunais pode afetar vítimas, testemunhas e famílias que esperam respostas há décadas. Justiça tardia já é difícil; justiça com poderes reduzidos pode se tornar ainda mais inacessível.

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A UE tem peso direto nesse debate: a aproximação de Kosovo com o bloco depende de reformas, Estado de direito e cooperação internacional. A reação de Bruxelas sinaliza que integração europeia não deveria significar apenas comércio e fronteiras abertas.

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O caso expõe uma tensão recorrente: soberania nacional não pode servir como escudo automático contra investigações de graves violações. A credibilidade da justiça internacional depende de regras estáveis — especialmente quando elas incomodam quem detém poder.

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