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Resumo em 10 segundos

📉 A atividade reagiu após o tombo de julho, mas ficou muito abaixo do esperado. Exportações avançam, enquanto indústria, construção e varejo seguem pressionados. 🧵

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A economia argentina avançou apenas 0,1% em agosto ante julho — bem abaixo dos 1,5% esperados pelo mercado. Na comparação anual, a atividade encolheu 1,7%. 📉🧵

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O dado vem após um julho muito fraco: a atividade caiu 2,8% ante junho, o pior resultado mensal desde a pandemia. A pequena reação de agosto não foi suficiente para reverter o cenário de desaceleração no segundo semestre.

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O PIB argentino já recuou no 2º trimestre. Se voltar a cair no 3º trimestre, o país entrará em recessão técnica — definição usada quando há dois trimestres consecutivos de contração na comparação trimestral.

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Há sinais mistos: salários do setor privado formal superaram a inflação pelo terceiro mês seguido em agosto, um fator que pode dar algum suporte ao consumo das famílias.

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Mas a melhora salarial convive com perda de postos de trabalho formais e atividade mais fraca. Indústria, construção e varejo permanecem em retração, limitando os efeitos positivos sobre emprego e renda.

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O principal impulso vem das exportações, especialmente energia e agricultura. O desafio é transformar esse avanço externo em recuperação mais ampla, sem depender de poucos setores enquanto o mercado interno segue debilitado.

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Analistas consultados pelo Banco Central da Argentina projetam crescimento de 1,5% em 2026, menos da metade dos 3,2% previstos no início do ano. O dado reforça como a queda da inflação, embora relevante, não resolve sozinha a questão do crescimento e do emprego.

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