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Resumo em 10 segundos

✈️ Em 2023, o tráfego aéreo se recuperou rapidamente, mas o desafio climático continua: eficiência melhorou, só que não o bastante para reduzir as emissões totais.

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✈️ A aviação comercial quase voltou ao ritmo pré-pandemia em 2023 — e suas emissões também: chegaram a 92% do nível de 2019. O tráfego de passageiros já estava em 95%. Entenda por que voar de forma mais eficiente ainda não resolveu o problema climático 🧵

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Primeiro, uma tradução simples: “CO₂e” significa CO₂ equivalente. É uma medida que reúne o efeito climático de diferentes gases de efeito estufa em uma única conta. Assim, fica mais fácil comparar o impacto total das atividades aéreas.

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Os passageiros respondem pela maior fatia: 84,4% das emissões da aviação comercial em 2023. Mas a carga aérea representa 15,6% — uma parcela relevante que ainda recebe bem menos atenção nas políticas climáticas.

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A carga viaja de dois jeitos: em aviões cargueiros dedicados ou no porão de aeronaves de passageiros, o chamado “belly cargo”. Este segundo caso dificulta a conta: como dividir as emissões entre quem viaja na cabine e quem envia mercadorias?

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Houve ganho de eficiência, sim. Entre 2013 e 2023, as emissões por passageiro-quilômetro caíram de 124 para 106 g de CO₂e. Só que o número de viagens cresceu 42%, enquanto as emissões de passageiros subiram 21%. Mais eficiência não bastou para cortar o total.

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Outro ponto: as emissões são concentradas. Os 3 maiores corredores regionais geraram mais da metade das emissões globais, e os 2 maiores mercados nacionais ficaram perto de 40%. Isso abre espaço para regras focadas em grandes rotas e hubs, com impacto real.

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Nem todo assento pesa igual no clima. Assentos premium emitem de 2,3 a 4,6 vezes mais CO₂e por passageiro-quilômetro que a classe econômica e respondem por quase 20% das emissões do setor. Taxas diferenciadas por classe podem tornar a transição mais justa: quem ocupa mais espaço e gera mais impacto contribui mais.

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