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🌍 António Guterres se reuniu com Mirjana Spoljaric, presidente do CICV. O encontro põe o direito humanitário e a proteção de civis no centro do debate. 🧵

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🌍 António Guterres se reuniu com Mirjana Spoljaric, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Em um cenário de guerras prolongadas, o gesto vai além da diplomacia: recoloca a proteção de civis no centro da agenda. 🧵

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A ONU não divulgou detalhes do diálogo, mas a presença do CICV é significativa. A organização atua onde Estados e negociações frequentemente falham: hospitais atingidos, famílias separadas, prisioneiros sem contato e populações sem acesso seguro a ajuda.

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O CICV tem um papel singular: trabalha com base na neutralidade para acessar áreas de conflito e cobrar respeito às Convenções de Genebra. Neutralidade, porém, não significa indiferença diante de violações — significa tentar chegar a quem precisa sobreviver.

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A reunião também expõe um impasse global: as regras humanitárias existem há décadas, mas sua aplicação depende da vontade de governos e grupos armados. Quando hospitais, escolas e infraestrutura civil viram alvos, o direito internacional perde força na prática.

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Há uma questão menos visível: ajuda humanitária não pode substituir responsabilidade política. Entregar água, alimentos e remédios salva vidas, mas não resolve cercos, deslocamentos forçados nem a impunidade de quem viola as regras da guerra.

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O desafio para ONU e CICV é ampliar acesso sem transformar a assistência em instrumento de pressão. Corredores humanitários, proteção a trabalhadores locais e financiamento previsível exigem cooperação — e cobrança real sobre quem controla territórios.

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No fim, esta reunião lembra algo básico: em conflitos, civis não são danos colaterais inevitáveis. São pessoas com direitos. A relevância de ONU e Cruz Vermelha será medida menos pelas fotos e mais pela capacidade de fazer essas regras valerem onde elas são mais necessárias.

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