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Resumo em 10 segundos

Equipe brasileira vai usar o ALMA para investigar como ventos de buracos negros influenciam a formação de estrelas 🔭✨

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Brasileiros 'mergulham' em buracos negros com ALMA 🔭🧵 Selecionada para o ciclo 12 do ALMA, equipe liderada por Rogemar Riffel (UFSM) vai observar como ventos de núcleos ativos impactam o gás frio e a formação de estrelas. Observações vão de 1º agora até 30/09/2026.

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O ALMA é o radiotelescópio terrestre mais caro e com maior resolução em ondas milimétricas. Sua sensibilidade e resolução subarcsecond permitem mapear o gás molecular (ex.: CO) em galáxias próximas — justamente onde ocorre a regra do jogo para formar ou cessar estrelas.

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O projeto BAH (Blowing Star Formation Away in Active Galactic Nuclei Hosts) medirá como ventos gerados por buracos negros supermassivos removem, aquecem ou comprimem o gás molecular. A meta: saber se o feedback do AGN suprime ou estimula a formação estelar. BAH também traz uma referência gaúcha no nome.

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Liderado por Rogemar Riffel (UFSM), o grupo brasileiro fará as próprias observações no ALMA — não só análise de arquivo. Isso amplia a presença nacional em infraestrutura de ponta, gera treinamento para estudantes e contribui para a democratização do acesso à ciência de alto nível.

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Por que importa? O feedback de núcleos ativos é peça-chave nos modelos de evolução galáctica: ele pode esvaziar reservatórios de gás e interromper a formação estelar por milhões de anos. Ao mesmo tempo, grandes observatórios precisam agir com responsabilidade ambiental e respeito às comunidades do Atacama.

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Pesquisas anteriores indicam que ventos de AGN podem retirar enormes quantidades de gás das regiões centrais das galáxias — suficiente para mudar sua trajetória evolutiva. Os dados do BAH, esperados ao longo dos próximos ciclos, devem trazer evidências diretas para essas causas e efeitos.

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