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Resumo em 10 segundos

🌌 Um objeto com massa comparável à de Sagitário A* foi detectado longe do núcleo de sua galáxia — um raro sinal de antigas fusões cósmicas.

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🌌 Astrônomos detectaram, pela primeira vez, um buraco negro supermassivo na borda de uma galáxia — a cerca de 30 mil anos-luz do centro. Objetos desse porte costumam estar no núcleo galáctico. 🧵

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O objeto, chamado TDE 2025abcr, tem massa aproximadamente comparável à de Sagitário A*, o buraco negro no centro da Via Láctea. A surpresa: não há uma galáxia observável orbitando ao seu redor.

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A detecção veio de um evento de ruptura de maré: o forte campo gravitacional do buraco negro despedaçou uma estrela. O clarão resultante revelou sua presença — algo difícil para buracos negros quiescentes, que quase não emitem luz.

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A busca foi conduzida com dados da ZTF, campanha que varre o céu do hemisfério norte a cada dois dias a partir do Observatório Palomar, na Califórnia. Um sistema de IA filtrou padrões de luz entre milhares de eventos noturnos.

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Modelos já previam buracos negros “errantes”. Eles podem surgir quando galáxias colidem: uma galáxia maior absorve outra e remove gradualmente suas estrelas, deixando para trás um núcleo com seu buraco negro central.

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Segundo Suvi Gezari, da Universidade de Maryland, encontrar mais casos pode ajudar a reconstruir como galáxias e buracos negros crescem por fusões. O achado mostra que o céu ainda guarda objetos massivos fora dos lugares onde esperávamos procurá-los.

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