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Edital da concessão será republicado em outubro após o TCE-SP anular o leilão anterior. O problema não foi só burocrático: transparência e tarifa estão no centro do caso. 🚌

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Campinas vai republicar em outubro o edital de concessão do transporte público, estimado em R$ 11 bilhões. O novo leilão deve ocorrer até dezembro, na B3. 🚌🧵

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O motivo é grave: o TCE-SP anulou o certame de março, que havia apontado Sancetur e Consórcio Grande Campinas como vencedores dos lotes Sul e Norte. A Corte aprovou a decisão por unanimidade.

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Entre as falhas apontadas: mudança no teto tarifário sem respeitar o prazo adequado para propostas. Foram dados 15 dias corridos; o processo exigia 35 dias úteis. Em uma disputa bilionária, prazo não é detalhe.

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Também houve restrição de acesso a documentos técnicos e ausência de comprovação da viabilidade das propostas vencedoras. O relatório do TCE-SP descreveu uma divulgação de resultado “às cegas”. Isso fragiliza qualquer concorrência.

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A Prefeitura afirma que preservará o conteúdo e as planilhas da concessão anterior, mas terá de refazer o certame e atualizar preços, cuja validade é de seis meses. A questão é: as correções serão suficientes para blindar o novo processo?

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Não está em jogo apenas quem operará os ônibus. O contrato inclui linhas convencionais, terminais, estações do BRT, bilhetagem, monitoramento e o PAI, programa de acessibilidade. Cada cláusula afeta a rotina de quem depende do sistema.

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Licitações transparentes não são entrave à mobilidade: são condição para tarifa justa, serviço confiável e fiscalização real de contratos longos. Em R$ 11 bilhões, pressa e pouca informação podem custar caro ao passageiro.

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O novo edital será um teste para Campinas: transformar uma anulação em correção efetiva. Transporte coletivo precisa de planejamento técnico, competição verificável e prioridades claras — frequência, acessibilidade e qualidade para quem está no ônibus todos os dias.

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