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📻 O rádio AM parecia condenado pelos elétricos, mas emergências e alertas públicos podem fazê-lo voltar ao painel dos carros americanos.

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📻 O rádio AM pode voltar a ser obrigatório em carros novos nos EUA — inclusive elétricos. A Câmara aprovou um projeto para preservar a faixa como canal de emergência, contrariando montadoras que vinham removendo o recurso. 🧵

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Por que isso importa? Em apagões, furacões e incêndios, redes móveis e internet podem falhar. O rádio AM tem alcance amplo, funciona com infraestrutura relativamente simples e integra o sistema federal americano de alertas públicos.

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A retirada do AM ganhou força com os veículos elétricos. Motores, inversores e outros componentes eletrônicos podem gerar interferência no sinal. Tesla, Volvo e BMW estão entre as marcas que deixaram de oferecer o receptor em alguns modelos.

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Não é simplesmente “colocar um botão no painel”. Para reduzir ruídos, a montadora precisa blindar componentes, ajustar projeto elétrico e testar o sistema. Estudo financiado pela indústria estimou US$ 3,8 bilhões para resolver interferências em larga escala.

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O projeto AM Radio for Every Vehicle Act transforma essa discussão técnica em regra: carros vendidos nos EUA teriam de oferecer AM sem custo extra. A proposta agora vai ao Senado, onde há apoio de republicanos e democratas.

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A Ford ilustra a mudança de rota: retirou o AM de parte da linha, mas voltou atrás após conversas com autoridades. A decisão mostra que conectividade moderna não substitui automaticamente tecnologias resilientes em cenários extremos.

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A lição para o carro do futuro é simples: inovar não é só adicionar telas e aplicativos. É garantir que o veículo continue útil quando o resto da infraestrutura falha. Em emergências, uma faixa centenária pode ser a conexão mais importante.

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