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Resumo em 10 segundos

Motorista compra elétrico por R$120 mil, veículo quebra em 4 dias e fabricante se recusa a trocar — uma thread sobre direitos, confiança e a transição justa ⚖️🔋

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Motorista por aplicativo processa BYD após carro zero apresentar defeito em apenas 4 dias em Salvador ⚠️🚗🧵

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A história começa com Ernesto Galvão, 40 anos: comprou um veículo elétrico zero km na concessionária Parvi por R$ 120 mil. Pouco depois de pegar o carro, problemas técnicos apareceram — e a confiança virou dor de cabeça.

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Ernesto registrou queixa na Decon. A concessionária avaliou o carro, mas dois meses após a análise ele não teve solução. Especialistas lembram: em caso de defeito de fábrica, a lei dá 30 dias para conserto; passado isso, cabe devolução ou troca. BYD, segundo o relato, se recusou a trocar.

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Esse caso vira mais que um defeito isolado: afeta percepção da mobilidade elétrica. Quando fabricantes não garantem pós-venda, quem perde é o consumidor — e, muitas vezes, trabalhadores que dependem do carro para sobreviver. Sustentabilidade pede também responsabilidade industrial.

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Lado humano: Ernesto é motorista por aplicativo. Um carro parado significa menos corridas, menos renda e mais pressão financeira. A transição para veículos elétricos só será justa se incluir proteção real a quem usa esse transporte para trabalhar.

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Do ponto de vista prático: documente tudo (nota fiscal, ordens de serviço, comunicações). Procure Decon, Procon e assessoria jurídica. Esse episódio também levanta questão de regulação — empresas precisam responder com transparência e rapidez, não com resistência pós-prazo legal.

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Conclusão: comprar o futuro não pode significar arcar com os riscos sozinho. A promessa dos elétricos vem com obrigações — garantia efetiva, atendimento e respeito ao consumidor. Se a tecnologia é parte da solução climática, sua adoção precisa ser segura e justa para todos.

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