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🔬 A ciência entrou no discurso de 11 planos de governo, mas promessas sem orçamento, metas e execução podem virar só retórica eleitoral.

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🔬 Ciência é citada em 11 dos 12 planos de governo presidenciais analisados pela SBPC. O problema: em boa parte deles, faltam orçamento, metas e mecanismos de execução. Sem isso, compromisso científico pode ficar só no discurso. 🧵

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A análise buscou termos como “ciência” e “pesquisa”, mas foi além das palavras: verificou se a política científica aparecia integrada a educação, ambiente, saúde, defesa e inovação. É um ponto essencial: ciência não funciona como um setor isolado.

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Citar ciência é fácil. Explicar quanto será investido, de onde virá o recurso, quais instituições serão fortalecidas e como resultados serão avaliados é o teste real. Sem previsibilidade, laboratórios e pesquisadores vivem de editais intermitentes.

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O plano de Clariana Barão (DC), por exemplo, associa ciência à educação, pensamento crítico e conectividade escolar. Mas indicadores, sozinhos, não constituem uma política: é preciso dizer como os dados orientarão financiamento, formação docente e redução de desigualdades.

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Edmilson Costa (PCB) propõe vincular renda do petróleo ao financiamento de CT&I, em linha semelhante ao debate sobre recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A ideia abre uma discussão importante: riqueza finita pode ajudar a financiar conhecimento duradouro — se houver regras sólidas.

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A lacuna orçamentária importa também para a democracia científica. Sem investimento contínuo, pesquisa se concentra em poucos centros, talentos deixam o país e regiões periféricas têm menos acesso a universidades, equipamentos e inovação local.

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A pergunta decisiva aos presidenciáveis não é “você apoia a ciência?”. É: qual percentual, qual fonte de recurso, qual cronograma e qual proteção contra cortes? A ciência brasileira precisa de compromisso verificável, não apenas de boas intenções.

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